
The Balvenie e Daniel Arsham transformam um whisky de 88 anos em obra de arte
Destilado em 1931 e limitado a 17 garrafas, o single malt ocupa uma escultura de bronze criada pelo artista norte-americano para a estreia na Frieze Seoul.
Tempo, matéria e memória são temas recorrentes no trabalho de Daniel Arsham. Eles também definem o novo capítulo de The Balvenie: um single malt de 88 anos, destilado em 5 de março de 1931 e apresentado em apenas 17 exemplares, cada um integrado a uma escultura criada pelo artista norte-americano.
O whisky permaneceu em um barril europeu de xerez proveniente de Jerez até ser selecionado para engarrafamento, em 2019, pela mestre de malte Kelsey McKechnie. A edição é apresentada como a mais antiga já lançada pela destilaria — e como um dos whiskies de maior idade disponíveis no mercado.
Arsham construiu para a garrafa um invólucro de bronze formado por oito camadas, uma para cada década de maturação. A pátina verde sugere a passagem do tempo, enquanto o decanter de cristal soprado à mão abriga o líquido de cor profunda. O conjunto inclui ainda uma peça inspirada nos alambiques da destilaria e um certificado de autenticidade feito com cobre retirado de equipamento desativado da própria Balvenie.
O lançamento integra a 1931 Collection, que também apresenta expressões de 12 e 15 anos produzidas com cevada cultivada e maltada na propriedade. A estreia ocorreu durante a Frieze Seoul, aproximando o ritual do whisky do circuito internacional de arte contemporânea.
A colaboração não tenta apenas decorar uma raridade. Ao transformar 88 anos em oito camadas visíveis, Arsham oferece uma forma para algo que normalmente só pode ser percebido no aroma e no paladar. É luxo como arquivo: irrepetível, material e feito para atravessar gerações.
Fonte editorial: https://www.wallpaper.com/entertaining/food-drink/the-balvenie-88-year-old-single-malt-whisky-daniel-arsham-collaboration · Imagem: Divulgação/The Balvenie e The Balvenie Archives


