
Paola Antonini
Todo mundo fica bonito com uma boa luz, mas a luz de Paola Antonini vem de dentro e irradia.
CAPA
I LUMI NA
Todo mundo fica bonito com uma boa luz, mas a luz de Paola Antonini vem de dentro
DA
e irradia. Simpatia em pessoa, ela nos conta os aprendizados que a vida lhe deu, e mostra que o otimismo e o alto-astral são seus maiores aliados
POR THAÍS CASAGRANDE DIREÇÃO BRUNO MARINHO FOTOS VICTOR BRAGAGLIA ASSISTENTE JOANA SPADINGER BELEZA MARI MAKE-UP (MARINA PELLI E MARIELA LARA) VIDEO LUIZ OTÁVIO FERRATO AGRADECIMENTOS JULIA MARINHO E PEDRO DOS MARES GUIA
Paola usa MIXED e joias ANGELA ALVIM
Paola usa MIXED e joias ANGELA ALVIM
ra véspera do ano-novo de 2015, e a modelo mineira Paola Antonini estava ansiosa para a tão esperada viagem de réveillon. O destino escolhido era o balneário de Búzios, no Rio de Janeiro. Horas antes de sair de casa, enquanto colocava as malas no carro estacionado na porta de sua casa – na avenida Raja Gabáglia, em Belo Horizonte – uma motorista que transitava pela via perdeu o controle da direção e atingiu em cheio a jovem, que ficou prensada entre os dois carros. Foi um grave acidente. Após 14 horas de cirurgia, Paola acordou no hospital com uma das pernas amputadas. Ali começava sua nova história, ali nascia uma nova Paola.
Como foi sua reação quando acordou após a cirurgia?
A minha cirurgia acabou à noite e só foram me contar o que havia acontecido de manhã. Mas eu já desconfiava, porque
durante a noite entrou uma médica no quarto e começou a conversar comigo, perguntando coisas do tipo: o que você faria se amputasse sua perna? Aí eu respondi: “Amputar minha perna, não! A gente precisa tentar de tudo, dar um jeito...” Mal sabia eu que já tinham amputado. Depois disso eu fiquei pensativa a noite toda: “Será que amputaram? Será que vão amputar?” Só que eu sentia minha perna ainda, porque existe a dor fantasma das pessoas que são amputadas, então eu ainda sentia minha perna. Então eu pensei: “Acho que ainda não amputaram!”
E quem foi que lhe deu essa notícia de que haviam amputado sua perna esquerda?
Quando meus pais entraram no quarto pela manhã eu meio que já desconfiava, e quando minha mãe começou falando que a gente precisava conversar sobre uma coisa séria que havia acontecido ela nem precisou falar que tinham me amputado, eu já perguntei: “Por que?” Ela me explicou que haviam tentado de tudo, mas que não deu pra salvar minha perna. A minha primeira reação foi falar: “Tá bom! Graças
a Deus que eu tô viva, né mãe?!” E comecei a agradecer e a pensar quantos sonhos eu ainda tinha para realizar. Eu pensava muito no acidente, em como algo pior poderia ter acontecido e agradeci muito. Nenhuma hora eu reclamei, chorei, fiquei triste... nada disso!
Nenhuma hora você se abalou? Porque às vezes a ficha demora a cair em uma situação dessa, né?!
Falavam isso demais! Falaram muito pra minha mãe: “A ficha dela ainda não caiu! Ainda vai cair! E, assim, eu esperava também que caísse, mas eu sempre quis viver! Se eu ficasse triste, tudo bem, é normal, mas nunca fiquei! Então eu acho que hoje, quase quatro anos se passaram, acho que já deu tempo dessa ficha cair. E eu nunca fiquei me perguntando: “Por que eu?” porque eu sabia o quão grave tinha sido aquele acidente, eu poderia ter morrido na porta da minha casa sem ter me despedido de ninguém, então eu só agradeci e sou muito grata a tudo!
Como foi a primeira vez que você se olhou no espelho após o acidente? Você se reconheceu, se estranhou?
Isso é uma coisa muito legal. Eu sempre quis ir de pouquinho em pouquinho, quando eu soube que amputaram minha perna eu não olhei pra ela na hora, no dia seguinte é que eu fui olhar e vi que minha perna estava toda enfaixadinha, aí eu olhei e pensei: “Tudo ok, tudo certo!” Não me assustei muito. Eu fiquei com ela enfaixada muito tempo, e só depois que desenfaixou eu falei: “Vamos ver como é que ficou!” Olhei e falei: “Nossa! Diferente!” Porque mudou um pouco quando tirou a faixa. Mas eu fui me acostumando aos poucos. Olhar no espelho dá uma outra perspectiva, então depois de um tempo me olhei, já conseguindo ficar em pé com muleta, e foi tudo aos pouquinhos, e assim eu não tomei nenhum choque, fui me acostumando, sem forçar a barra. Eu nunca tive problema em aceitar isso ou de olhar e achar estranho. Hoje eu já não me lembro como é ter duas pernas, mudou totalmente. Acho importante ir aos poucos e no seu tempo, porque foi algo que eu resolvi fazer e que deu muito certo.
Na época do acidente você era muito nova, tinha apenas 20 anos, e precisou amadurecer muito para encarar esse novo mundo. Como você enfrentou essa mudança?
Eu acho que mudei muito. Primeiro teve aquele momento em que eu só conseguia agradecer. E logo eu comecei a mudar a forma de ver a vida. Comecei a ter muitos pensamentos de que eu tinha que aproveitar cada dia, mesmo ali no hospital. A gente nunca sabe o dia de amanhã, e nunca imaginamos o que pode realmente acontecer. Comigo poderia ter acontecido de tudo, eu poderia não estar mais aqui. Então comecei a aproveitar cada dia, eu não me permiti ficar triste por nada. Claro que tem momentos em que a gente fica chateada, mas eu não permito que aquilo tome conta de mim, porque logo fica tudo bem, dá tudo certo. Não durmo brigada com ninguém, porque nunca se sabe o que vai acontecer. A maior mudança foi essa. Foi valorizar muito mais minha vida e aproveitar cada minuto.
Mudou sua forma de ver o mundo? Você é outra pessoa hoje?
Eu abri mais os meus olhos para a realidade das pessoas com deficiência, que era algo de que eu era muito distante. Eu não sabia das dificuldades que as pessoas com deficiência passam, foi algo que comecei a descobrir. Isso virou um propósito muito importante pra mim, de lutar por essa causa com todas as forças que eu puder. Eu mudei muito, sim! Existe a Paola antes do acidente e a Paola depois do acidente, com certeza!

Você já chegou a ser vítima de algum tipo de preconceito? Como tem sido as reações das pessoas?
Eu nunca senti um preconceito direto. Já vi muitas pessoas olhando, comentando com outra pessoa do lado, mas preconceito mesmo não. Às vezes as pessoas mais velhas me param pra falar: “Ai coitadinha!” Eu digo: “Não! Coitadinha não! Eu tô muito feliz, não precisa ter dó!” Mas eu nunca senti um preconceito, alguém me xingando, algo mais malicioso. Nas redes sociais já tiveram alguns
Paola usa MIXED e joias ANGELA ALVIM
A minha adaptação foi feita em um centro de próteses de BH e foi aos pouquinhos. Não foi tão fácil. Eu achei que iria colocar a prótese e já ia sair correndo e andando, mas não foi assim. Quando coloquei pela primeira vez eu falei: “Nossa, é difícil pra andar!
comentários, mas nada que me atingisse, porque eu ignoro total, sei que as coisas boas são muuuito maiores.
Você se adaptou rápido ao uso da prótese? Tem quantas?
Eu tenho três próteses, a minha do dia a dia, que eu troco sempre de revestimento – já usei prata, cinza, dourado, rosa...–, tenho uma de corrida e uma de água. A minha adaptação foi feita em um centro de próteses de BH e foi aos pouquinhos. Não foi tão fácil. Eu achei que iria colocar a prótese e já ia sair correndo e andando, mas não foi assim. Quando coloquei pela primeira vez eu falei: “Nossa, é difícil pra andar!” Porque dói um pouquinho pra equilibrar, é algo totalmente novo. Minha perna que sobrou não estava acostumada a receber todo o meu peso depositado nela. No início eu sentia muita dor, comecei a andar com a prótese e duas muletas, depois apenas uma muleta, até que soltei as muletas e foram vários tombos, porque não é fácil! É como se você fosse um bebezinho aprendendo a andar. Mas eu me mantive firme e consegui andar super-rápido. Um mês depois de colocar a prótese eu já estava andando pra todo lado, sem muleta, sem nada!
O seu estilo, sempre usando shortinhos e minissaias, não mudou. Você nunca pensou em esconder a prótese? Sempre fez questão de mostrar como você é e nunca sentiu vergonha? Nunca. É até estranho porque às vezes eu coloco uma calça
e parece que tá faltando alguma coisa, sabe? Parece que falta um negócio brilhante ali! Eu adoro meu estilo. Pra mim também é mais confortável usar com short, ou com uma saia, eu adoro porque me sinto mais eu, a prótese é uma parte de mim mesmo.
É como se tivesse virado sua marca registrada, né?!
Isso! Outro dia mesmo eu fui a uma formatura com um vestido longo, e depois alguns seguidores me mandaram mensagens do tipo: “Nossa! Você tá linda, mas está faltando um negócio aí!” Então acho que as pessoas também sentem isso, que se eu escondo parece que falta algo em mim. Acho legal ler esse tipo de comentário. Outra coisa que acho importante é que ainda não é muito comum a gente ver pessoas amputadas na rua, no shopping, em vários lugares, então eu acho legal sair deixando a perna à mostra para as pessoas, principalmente as crianças, verem e se acostumarem. Eu acho fundamental isso se tornar normal.
É como se você quebrasse esse tabu para inspirar pessoas que ás vezes têm vergonha de se exporem como são, certo?
Exatamente! É muito legal porque ás vezes uma criancinha vê minha perna, e, se ela algum dia precisar colocar uma prótese, não vai achar estranho, porque um dia ela já viu alguém com uma perninha assim, uma pessoa amputada.
Paola usa ANNA TOMÉ e joias ANGELA ALVIM
DIVERSO A
Paola usa ANNA TOMÉ e joias ANGELA ALVIM
Você é superindependente, viaja muito, participa de diversos eventos… tem alguma equipe por trás disso? Sua mãe sempre a acompanha?
Eu tenho uma equipe em São Paulo que me ajuda nessas coisas de trabalho. Eles coordenam tudo pra mim e minha mãe está sempre comigo também. Viaja comigo, me ajuda a tirar foto, é mãe e assessora ao mesmo tempo, porque ela me ajuda em tudo! Eu não ando com fotógrafo nem nada, é tudo minha mãe. E eu gosto disso porque traz mais a realidade o fato de não fazer algo muito certinho com câmeras e tudo muito profissional. Eu gosto de ser eu mesma e mostrar como sou.
E como é seu dia a dia? Onde você arruma tanta energia?
Eu sou muito agitada mesmo, estou sempre viajando pra todos os lados, é difícil eu parar. Às vezes nem durmo direito a noite, mas tenho um pique que fico sem sono o dia todo. Amo viajar, amo passear. Agora é mais difícil ainda eu passar algum dia sem fazer nada, por causa dessa vontade de aproveitar cada dia. Então quando eu tô sem fazer nada, penso: “Ai, não tô fazendo nada! Deixa eu inventar um negocinho pra fazer!”
Você se considera vaidosa? Como faz pra se manter sempre linda?
Sou muito tranquila, não sou muito vaidosa, nunca fui aquela pessoa que vai ao salão cuidar do cabelo, isso é muito raro pra mim! Quanto aos cremes eu uso bem pouco, sou bem tranquila mesmo. Eu vivo com uma “maquiagenzinha” aqui e outra ali, mas é pouco, bem do jeito que eu era antes, não mudei isso. Desde logo depois do acidente, no hospital, quando fiquei sabendo que amputei minha perna, eu já pedia: “Gente, compra pra mim ali na farmácia um desodorante, um hidratante, isso e aquilo, pra eu ficar bonita no hospital, né?!” Eu gosto de ficar sempre hidratada, bebo muita água, amo água de coco, uso sempre protetor labial e protetor solar, bem o básico mesmo.
Antes do acidente você já era modelo. Agora, já fez os mais diversos trabalhos, como sua atuação no videoclipe do DJ Alok. Tem algum tipo de trabalho que você mais gosta de fazer?

Eu gosto de fazer de tudo! E tenho muita sorte porque tudo que faço, eu amo! Tenho sorte também de que vários dos meus trabalhos têm viagem envolvida, então isso é incrí-
Helena usa camisa e saia ANNA TOMÉ
DIVERSOCA PA
Paola usa SPEZZATO e joias ANGELA ALVIM
Eu gosto de ser eu mesma e mostrar como sou.
Paola usa PAT BO e joias ANGELA ALVIM
vel, porque me dá a oportunidade de conhecer diversos lugares, claro que a trabalho, mas eu peço pra ficar uns dias a mais passeando. Então junta o trabalho e o lazer. Talvez foto seja uma das coisas de que eu mais goste. Foto e vídeo. A experiência do clipe (Paola participou do clipe da música “Big Jet Plane”, do DJ Alok e Mathieu Koss) foi muito legal, eu nunca tinha feito nada parecido. É uma história de drama. Então eu fiz aula de teatro com um professor no Rio de Janeiro pra me preparar e encarnar realmente o personagem. Foi difícil porque eu sempre tô rindo muito, mas ele me ajudou e foi maravilhoso. Tinha dia que a gente passava 14 horas gravando, o que foi bem exaustivo. Fomos pra uma cidade no interior da Argentina, a nove horas de ônibus de Buenos Aires. Foi supercansativo, acordávamos às três da manhã, foi uma rotina bem louca. Mas foi uma experiência de vida, algo especial que eu amei do início ao fim!
Você é embaixadora de uma marca de próteses, e está sempre fazendo campanhas para doação. Como é esse lado social da Paola?
Eu ainda não tenho minha instituição, é algo que quero criar logo e estou bem animada, talvez ano que vem, mas é bem burocrático. Então, enquanto isso eu tô sempre criando vaquinha no Instagram pra ajudar crianças. No ano passado a gente doou oito próteses e neste ano acho que já foram quatro. Procuro sempre fazer algo, compartilho com meus seguidores, eles estão sempre ajudando de verdade e colaborando. Sou embaixadora Ossur, que é a marca da minha prótese, e estou sempre com eles, viajo para congressos. Ano passado fizemos uma ação de fim de ano para doar uma prótese. Eu pedi para as pessoas contarem as histórias delas e falei que iria escolher a história que mais me tocasse. Mas eu entrei numa fria porque foram 300 histórias, uma mais especial que a outra, não tinha como escolher! Então acabei doando duas porque era impossível escolher. A gente quer fazer novas ações, porque eu acho muito importante. Quero dar oportunidade pra outras pessoas que talvez não tenham condições de comprar uma prótese boa, né?!
Você tem mais de 2,5 milhões de seguidores no Instagram. A que você acha que se deve tanto sucesso?
Entrar nas redes sociais dessa forma foi algo que eu também não tinha planejado de jeito nenhum, foi totalmente sem querer! Quando aconteceu o acidente eu tinha cerca de 15 mil seguidores, já era bastante, mas algo que nem se compara com agora. O acidente foi muito divulgado em vários jornais de BH. Teve uma repercussão muito grande, e as pessoas começaram a me mandar muitas mensagens. Foi quando comecei a postar: “Gente, está tudo ótimo!” E algumas reflexões mesmo, de começar a ver que a vida é muito mais importante e que isso não era nada. Assim, além de receber muitas mensagens lindas, eu comecei a receber muitos seguidores novos. Eu continuei postando minhas fotos em cada etapa, a primeira vez com a prótese, a primeira vez no mar, e aí realmente virou algo que hoje é minha profissão, né?!
Acha que as pessoas estão se interessando mais por vidas reais? O fato de você mostrar muito a sua realidade e o seu dia a dia acaba chamando atenção do público?
Talvez seja isso, sou muito verdadeira, às vezes me perguntam: “Ah! Mas não é difícil essa vida de trabalhar com internet?” Pra mim não é por que eu sou verdadeira, o que eu posto ali é o jeito que eu sou, se um dia eu tô mais quietinha eu não apareço, eu não tenho essa coisa de ter que todo dia aparecer e falar, inclusive tem alguns dias que fico supersumida. Acho que as pessoas gostam mais de realidade, de verem as imperfeições das pessoas também. Durante muito tempo a internet era totalmente de imagem, corpos perfeitos, vidas perfeitas, e hoje em dia as pessoas não querem mais essa perfeição, e sim, as pessoas imperfeitas e que ainda assim são felizes! Pelo menos é isso que eu tento sempre passar. Às vezes a gente deixa nossos problemas muito grandes, sofre demais por coisas pequenininhas, e aí, quando algo mais grave acontece, a gente pensa: “Nossa, não posso perder o meu tempo com coisas tão pequenas!”
Paola usa top ANNA TOME, conjunto PAT BO e joias ANGELA ALVIM
Na página ao lado: Paola usa top ANNA TOMÉ, e joias ANGELA ALVIM
Durante muito tempo a internet era totalmente de imagem, corpos perfeitos, vidas perfeitas, e hoje em dia as pessoas não querem mais essa perfeição
E como anda sua vida pessoal?
Estou namorando há pouquíssimo tempo (o atleta olímpico de canoagem Pedro Henrique Gonçalves). De namoro mesmo temos apenas dois meses. O meu namorado na época do acidente passou por tudo comigo, ele estava na hora no acidente. A gente terminou no início deste ano. O meu namorado agora eu já conhecia. Éramos amigos e neste ano a gente se reencontrou, meio que “coincidências do destino”, e começamos a ficar juntos. Ele mora em Foz do Iguaçu, então é um namoro à distância, fico viajando muuuuito! Quase não paro em BH.
No início da nossa conversa você comentou que sonha em ser mãe. Além desse, quais sonhos você ainda pretende realizar?
Ser mãe, com certeza! Quero viajar muito, tem muitos lugares ainda que eu sonho em conhecer, quero escrever um livro, mas também é algo que eu quero esperar um pouquinho mais porque tenho muito o que viver ainda, muitas experiências novas. Além disso, quero ter a minha instituição filantrópica, que atualmente é um grande sonho. Ah, também tenho o sonho de ser apresentadora de televisão, esse é um sonho gigante! Sempre sonhei em ser jornalista, apresentadora, claro que é algo muito distante, tenho que estudar muito pra chegar lá. Comecei
a fazer faculdade de jornalismo, mas tive que trancar por causa dessa rotina, estava muito difícil de conciliar. Ainda vou voltar pra terminar, porque eu amo televisão e quero sempre novos desafios.
Você já deve ter ouvido muito a expressão: se a vida lhe der um limão, faça uma limonada. Foi bem isso o que você fez, né?! O que você procura fazer para a limonada da sua vida nunca azedar, e ser sempre doce?
Acho que é agradecer muito, eu agradeço até mesmo pelas coisas ruins que acontecem. Se acontece algo eu falo: “Obrigada Deus, porque apesar disso todas essas outras coisas estão maravilhosas!” Acreditar é algo muito importante, a gente enxergar o quanto somos privilegiados, viver com leveza! Todo mundo tem problemas, tem dias complicados, mas eu acho que a gente não pode deixar isso tomar conta da gente. Então devemos respirar fundo, ouvir uma musiquinha se algo está estressando e viver com muita leveza. Acho que por eu ter conhecido tantas histórias, e estar sempre visitando crianças com câncer no hospital, eu não me permito de jeito nenhum reclamar. Não posso azedar essa limonada! As mensagens que eu recebo me motivam muito, recebo muito carinho das pessoas. Às vezes eu tô normal, e aí vem uma pessoa e me conta uma história do tipo: “Eu não usava biquíni há dez anos e agora eu uso!” Isso me muda e o meu dia se torna o melhor do mundo!
DIVERSOCAP A
Paola usa MARES e joias ANGELA ALVIM


