
Novas Perspectivas
De tatuador a artista plástico, Di Castro se reinventa e abre um universo de possibilidades com seus gestos sobre a tela
Como tatuador, ele é conhecido aqui e no exterior. Recentemente retornou de Berlim, Dublin e Londres, cidades para onde foi a trabalho, cravando em corpos a marca de seus desenhos. Como artista plástico, ele começa a ser descoberto agora, com a exposição Sinfonia em Fragmentos, em cartaz na Livraria da Rua, e outra que será aberta em agosto, na Galeria Gilda Queiróz, ambas em Belo Horizonte. “Arte tem que ser intuitiva, livre”, comenta Di Castro, que no começo encarou a pintura como uma forma de experimentar a cor e se soltar mais. Utilizando a tela como suporte principal
de seus trabalhos, Di Castro registra sentimentos, desejos e contradições utilizando gestos largos e tonalidades expressivas como um desabafo. A palavra pode aparecer em suas composições poéticas, mas é o desafio, um chamado interno que o move. Em sua primeira série, Sinfonia em Fragmentos, ele foge dos clichês para se aprofundar no que essa força motriz do amor representa na vida, na convivência, no sonho e nas ambições de cada um. Assim, Di Castro, sem sair do seu caminho ligado ao gesto, se reinventa não só para si mesmo, mas para um universo de possibilidades.

DI CASTRO @mdi castro + 55 31 9602 7907


