
CAPA
sob a luz do digital Dinâmica, elegante e com experiência multidisciplinar, a influenciadora e empresária Lelê Saddi é um bem-sucedido exemplo de como empreender no mercado digital
Brinco de pérola ANGELA ALVIM
Vestido CHRISTIAN DIOR Brinco ANGELA ALVIM
e mpresária e uma das influenciadoras digitais mais dinâmicas do país, Lelê Saddi tem a sensibilidade para entender não só o desejo dos clientes, mas também para realizar os anseios do mercado. Apaixonada por conectar ideias e pessoas, fundadora do e-mag & e-shop We Pick e das agências We Pick Agency e Pop Comm, desde 2007 a paulistana transforma e posiciona marcas com planejamentos estratégicos direcionados e criativos. Ela “entrou no ar” quando a era digital nasceu, sempre acompanhando a evolução e a profissionalização do mundo online. Lelê amarra histórias, define novas parcerias, une forças e reinventa cada projeto de maneira única e customizada, do conceito à execução. Sinergia e amplificação, comunicação focada no presente e pensada para o futuro são a base de sua trajetória. Filha dos empresários paulistanos Cris Lotaif e Cassio Saddi, Lelê formou-se em Administração com ênfase em Marketing e, aos 22 anos, abriu sua primeira agência de consultoria de marketing. De lá para cá, aprimorou seu repertório e soube aliar as duas pontas de sua atuação para ajudar marcas e outros influenciadores a conquistarem visibilidade no ambiente digital. Nesta entrevista exclusiva à Revista Diverso, Lelê falou sobre projetos futuros e como ela percebe o crescimento que o ambiente digital apresentou durante este ano. Falou também sobre moda e como atua para conciliar tantos compromissos. Para quem deseja empreender, ela trouxe algumas dicas que considera importantes. Confira!
Difícil não começar esta entrevista falando de pandemia. Mas gostaria de abordar um ponto específico. Com o fechamento de lojas e do comércio em geral, toda a atenção do mundo voltou-se para o digital, justamente o ambiente
em que você atua. Como analisa esse fato? Você acredita que a força que a internet ganhou como um local para negócios, estudos e diversão, mesmo com a volta das atividades normais, é um caminho sem volta?
Eu acho que essa revolução digital já era uma grande tendência e praticamente um caminho sem volta. Durante a pandemia, isso se concretizou e se potencializou. Então, todas as marcas que estavam com lojas fechadas usaram o digital para conseguirem vender e sobreviver. As pessoas usaram a internet para fazer cursos, se divertir, se informar. Então, eu acredito sim, que era um caminho sem volta, e isso só ficou mais claro com a pandemia.
Você atua já há algum tempo no mercado digital, com o blog, a agência de marketing digital e também à frente dos posts como digital influencer. Como concilia tudo isso e em que medida um trabalho colabora com o outro?
Eu atuo há 15 anos nesse mercado digital, então pude acompanhar toda a transformação que ele teve ao longo desses anos todos. Acredito que o meu trabalho se comunica muito nestas duas pontas: influenciadora digital e de agência. Basicamente, eu atuo como influenciadora digital, na maior parte das vezes, das marcas que são minhas clientes na agência − o que facilita, pois conheço as marcas a fundo, o produto, o propósito e a estratégia de comunicação de cada uma. São marcas com as quais eu já tenho uma conexão muito próxima, elas fazem com que eu me sinta praticamente parte da família… então, conciliar fica muito mais fácil nesse sentido.
Vestido CHRISTIAN DIOR Brinco ANGELA ALVIM
A propósito, o papel de influenciador(a) digital vem se tornando muito atraente para diversas marcas, que cada vez mais lançam mão desse profissional para divulgar seus produtos e serviços. Isso acaba atraindo o desejo de muitas pessoas por ingressar nesse caminho. Que dicas você dá para quem pensa em atuar nesse segmento?
Para atuar no segmento de influenciador digital, tem que se pensar em alguns pontos, como: ser autêntico e verdadeiro − não cabe a ninguém um papel de personagem nas redes sociais, quanto mais verdadeiro nós formos, mais únicos seremos; acho também que é muito importante pensar em conteúdo autoral, autêntico, interessante, relevante, então é você conseguir encontrar o seu tom de voz, o seu propósito em relação ao conteúdo; e trabalhar bastante, ter bastante disciplina, ter muita frequência em relação a postagens. Fazer uma programação para desenvolver conteúdo todos os dias e levar a sério, porque é uma profissão que demanda muita responsabilidade. Influenciar a vida das pessoas é uma grande responsabilidade, porque você pode influenciar tanto positivamente quanto negativamente. São minhas principais dicas.
Como é sua rotina profissional no blog We Pick e na agência POPCOMM? Você gosta de se envolver diretamente nas demandas dos seus clientes?
A minha rotina profissional é bem intensa e são muitas frentes de atuação. Frentes que exigem bastante de mim, mas eu amo o que faço. E, quando a gente ama o que faz, e quando se é organizado − e eu sou uma pessoa muito organizada com os
meus compromissos –, damos conta de conciliar todos eles. Eu me envolvo, sim, diretamente nas demandas dos meus clientes, é um dos grandes diferenciais da minha agência e do meu trabalho. Eu me envolvo principalmente na parte estratégica de comunicação das marcas. Então, estou por trás de tudo que acontece. É claro que eu conto com a minha equipe, e sem equipe a gente não consegue chegar a lugar nenhum. Tenho uma equipe maravilhosa, que me ajuda a executar com maestria todas as estratégias que a gente cria, e com certeza me ajuda a conseguir conciliar tantos compromissos.
Você se diz realizada no trabalho e na profissão, que, aliás, a acompanha desde cedo. O que ainda projeta para o futuro?
Eu tenho muitos projetos futuros. Sou uma pessoa muito inquieta, sou uma empreendedora inquieta. Então, para o ano que vem tenho duas grandes novidades em que estou trabalhando. Logo, logo vou poder contar, mas estão bem conectadas com meu propósito de comunicação e marketing digital.
O que você considera como principais competências para quem quer empreender?
As principais competências para quem quer empreender, com certeza, são: resiliência − tem que ter porque nem sempre as coisas dão certo e, mesmo quando as coisas não dão certo, a gente não pode desistir; empreender exige também uma rapidez de recalcular rotas, então você tem que conseguir agir rápido em muitos momentos; e também muito amor. Acho que é isso.
Vestido ST MORITZ Brinco ANGELA ALVIM
Você cativa com um estilo elegante e sempre impecável. Na moda e na beleza, quais marcas você acredita que mais buscam entender essa mulher antenada, empoderada, capaz de realizar várias atividades sem perder aquela vontade de se sentir sempre bonita para si e para os outros?
Em relação a marcas, eu acredito que, hoje em dia, uma mulher empoderada é aquela que veste e usa o que quer. Eu vejo que hoje está muito bacana, pois existem muitas marcas para diferentes estilos, diferentes biótipos, e o importante é isso, a gente se sentir bem na própria pele, ser feliz dessa forma. Eu tenho um estilo mais clássico mesmo, acho que várias marcas fazem sentido para mim, pro meu gosto, pro meu estilo, e eu sempre uso muitas marcas nacionais porque gosto de enfatizar que a nossa moda é excepcional, temos produtos de altíssima qualidade. Não posso citar, porque com certeza vou me esquecer (risos) de alguma… eu realmente uso muitas. Mas sou muito fã da nossa moda brasileira. E também, claro, admiro e acompanho muitas marcas internacionais, principalmente porque vou quatro vezes por ano a Paris nos Fashion Weeks. Não pude ir ao último por causa da pandemia, mas eu sou uma pessoa muito conectada com moda. A moda é uma das formas que a gente tem de expressar nossa personalidade.
Muitas marcas apostaram no e-commerce para continuar alcançando seus clientes neste ano. Na moda, principalmente, em que sempre temos a necessidade de vestir as roupas antes de comprar, qual sua avaliação sobre comprar moda pela internet?
Cada vez mais, as pessoas vão consumir moda pela internet, eu penso que isso vai ficar mais comum. Tem pessoas que não se sentem “super” seguras de comprar pela internet, porque não provaram a roupa, ou porque não sabem se vai vestir bem, se vão gostar… enfim. Mas é um paradigma que a gente tem derrubado, principalmente durante a pandemia. Muita gente consumiu on-line, e isso vai ficar cada vez mais frequente, cada vez mais normal, cada vez mais parte do nosso dia a dia.

Depois de um dia agitado de compromissos, o que você sempre faz ou sente necessidade de fazer?
Um hábito que eu tenho, que eu sempre tento fazer depois de todos os dias, à noite, antes de dormir, é ler. É a forma que tenho de relaxar. Não leio sobre trabalho, eu leio romances, eu adoro romances, adoro livros, então é minha forma pra me desconectar, e me faz muito bem. Também me ajuda na parte criativa, de pensar em outras coisas.
Blazer Mugler para MARES Top BYNV Calça MAX MARA
Blazer Alexandre Vauthier Colar ANGELA ALVIM para ZEZÉ DUARTE Calça LEVI'S
Top e saia MIXED Sapato AMINA MUADDI
Top e saia BRUNELLO CUCINELLI para Shopping Cidade Jardim Brinco ANGELA ALVIM Sapato AMINA MUADDI
Top LOUIS VUITTON
Lelê, é nítida sua forte relação familiar. Como você passou por este ano com tantas privações de encontros? Como foi ajustar tantos sentimentos que a pandemia trouxe?
A minha família é muito próxima mesmo, a gente tem uma união forte e já passou muitos meses com privação de encontros, principalmente porque o meu irmão é médico. Ele é oncologista e trabalhou desde o primeiro dia da pandemia, quando tivemos o lockdown e ele não pôde parar, porque os médicos não podem parar. E ele cuida de pacientes oncológicos, que têm um tratamento, que são grupos de risco por conta de imunidade. Então, foram muitos meses distantes, falando por telefone, facetime, enfim… usando a tecnologia a nosso favor, mas com muitas saudades. Em setembro, a gente conseguiu fazer um pequeno, minúsculo jantar em família, só o nosso núcleo familiar mesmo, e foi um momento de muita emoção. Eu fiquei muito emocionada, porque juntar todos foi muito bom, fazia muito tempo que a gente não fazia isso, e estávamos com muitas saudades um do outro. Eu sigo com bastante saudade dos meus avós, que eu não tenho visto por causa, claro, da pandemia, pois são do grupo de risco. Mas a gente tem que torcer para tudo isso acabar, e logo, logo, se Deus quiser, teremos uma vacina e poderemos encontrar os nossos familiares.
batebola Uma cor
Um lugar para passar o resto da vida
Azul-marinho, com certeza.
São Paulo é a cidade onde a minha família está, onde meu trabalho está, e eu acredi
O que mais fez durante a quarentena?
to que consiga me imaginar morando para
Trabalhei muito, muito mesmo. Criei vários
sempre aqui. Claro que, de repente, alguprojetos, inclusive criei meu grupo de menmas temporadas em alguns outros cantos
toria de influência digital e negócios − foi
do mundo, mas acredito que vai ser por
um dos meus grandes projetos deste ano −,
aqui mesmo.
que surgiu durante a pandemia. É um curso
Uma paixão
on-line no Zoom para mulheres que querem desenvolver os seus negócios e potencializar
Chocolate, sem dúvida nenhuma, é uma

resultados através do digital. Além do tragrande paixão, um vício, se posso falar asbalho, foquei bastante na leitura. Li muito,
sim, mas eu adoro.
muito, muito, muito…
Se tivesse apenas uma escolha: vestido ou
Durante a pandemia, também desenvolvi o
calça?
ConexãoLele no formato de lives, em que pude entrevistar diversos empresários, in
Vestido. É uma peça romântica, feminina,
fluenciadores e comunicadores. O #Coneque tem tudo a ver com meu estilo.
xãoLele depois ganhou seu formato de
Onde mora sua felicidade?
programa no CJTV (canal de vídeos do Shopping Cidade Jardim) e já, já vem com
Nas coisas simples da vida: estar com a mimais um formato novo!
nha família, com os meus amigos, trabalhando… Trabalhar me deixa muito feliz. Comer
Uma comida que lhe traz memória afetiva
um chocolate me deixa feliz; ler um livro me
A comida da culinária libanesa, sempre! Porque
deixa feliz, e é isso.
as minhas duas famílias, tanto de mãe quanto
Defina-se em uma palavra
de pai, são de ascendência libanesa. Então, um charutinho de folha de uva com coalhada me
Podem ser duas palavras? Do bem. Acho que
traz uma memória da minha infância, da minha
eu sou uma pessoa do bem, eu quero o bem
adolescência… na verdade, da minha vida inteira.
das pessoas, não desejo mal a ninguém…
Blazer, camisa e calça CHLOÉ Sapato AQUAZZURA


