
Hublot e Jeff Koons transformam o tempo em arte pop
Balloon Dog entra na relojoaria ao lado do MP-14 Origin, primeiro tourbillon central automático da manufatura, limitado a 30 peças.
A Hublot encontrou em Jeff Koons um parceiro capaz de levar literalmente o reflexo, a cor e o espetáculo da arte contemporânea para o pulso. A colaboração apresenta dois relógios muito diferentes: o Classic Fusion Balloon Dog, que aproxima a maison do ícone pop do artista, e o MP-14 Origin by Jeff Koons, peça de alta complicação limitada a 30 exemplares.
O encontro faz sentido porque os dois universos compartilham uma atração por materiais, acabamento e escala emocional. Koons transforma objetos familiares em superfícies de desejo; a Hublot construiu sua identidade misturando materiais e códigos que a relojoaria tradicional costumava manter separados.
BALLOON DOG EM MINIATURA

O Balloon Dog é uma das imagens mais reconhecíveis da arte das últimas décadas. Sua aparência inflável depende, na realidade, de uma execução extremamente controlada: curvas contínuas, superfície espelhada e cor capaz de transformar o ambiente em parte da obra.
No relógio, esse vocabulário entra como presença visual e não como simples reprodução. A peça trabalha brilho, volume e reflexo para criar a sensação de que o objeto artístico mudou de escala sem perder personalidade.

UM TOURBILLON NO CENTRO
O MP-14 Origin representa a face mais técnica da parceria. Trata-se do primeiro tourbillon central automático da Hublot. Colocar a complicação no centro altera toda a arquitetura do mostrador: horas e minutos precisam orbitar o mecanismo, enquanto energia, legibilidade e espessura são reorganizadas ao redor dele.

A edição de 30 peças reforça o caráter de objeto colecionável, mas o verdadeiro interesse está na engenharia. A mecânica não serve como pano de fundo para a arte; ela ocupa o palco principal e cria movimento constante no centro da composição.
A ARTE DO MATERIAL

Jeff Koons sempre esteve interessado na maneira como uma superfície pode alterar nossa percepção. O aço polido de suas esculturas devolve a imagem do observador e torna a experiência participativa. A relojoaria de luxo trabalha algo semelhante em escala íntima: polimento, safira e metal mudam conforme a luz e o movimento do pulso.
Essa afinidade evita que a colaboração pareça apenas licenciamento de imagem. Hublot e Koons se encontram na obsessão pela execução e no desejo de tornar visível aquilo que, normalmente, seria apenas técnico.

DUAS PORTAS DE ENTRADA
O Classic Fusion oferece uma leitura mais direta e imediatamente reconhecível. O MP-14 fala aos colecionadores interessados em inovação mecânica. Juntos, eles mostram duas maneiras de aproximar arte e relógio: pela força de um símbolo e pela transformação da própria máquina.
QUANDO O LUXO VIRA CONVERSA
As colaborações mais fortes não precisam escolher entre cultura e produto. Elas criam uma conversa em que cada lado preserva sua identidade. Jeff Koons continua interessado em desejo, perfeição e reflexo; a Hublot continua interessada em fusão, materiais e ruptura.
O resultado ultrapassa a função de marcar horas. São peças construídas para provocar reação — exatamente como uma escultura que muda quando alguém se aproxima.
Fonte editorial: https://www.lvmh.com/fr/les-actualites-lvmh/hublot-signe-une-collaboration-avec-jeff-koons Fotos: Divulgação/Hublot e LVMH.
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