
A Diverso chega a Seul: o luxo coreano entre palácios e arranha-céus
No primeiro capítulo da nova série, Josun Palace, SIGNIEL, Four Seasons e Sofitel mostram quatro maneiras de interpretar a sofisticação na capital da Coreia do Sul.
A Diverso acaba de chegar a Seul. Durante uma semana, a revista vai percorrer uma capital que transforma velocidade em linguagem: palácios e fachadas de vidro, bairros históricos e torres, rituais antigos e uma cultura visual que se reinventa a cada esquina. A edição 61 viaja conosco e abre uma nova série especial em três capítulos.
O primeiro olhar vai para a hotelaria. Em Seul, luxo não significa uma única estética. Pode nascer da releitura de uma herança centenária, ocupar os andares mais altos do país, enquadrar um palácio histórico ou combinar o art de vivre francês com a energia coreana. Josun Palace, SIGNIEL, Four Seasons e Sofitel formam quatro retratos diferentes dessa cidade.
JOSUN PALACE, A HERANÇA REIMAGINADA EM GANGNAM
Aberto em maio de 2021, o Josun Palace ocupa os pavimentos superiores da West Tower do complexo Centerfield, em Gangnam. O hotel recupera o nome e a memória do Chosun Hotel de 1914, um dos pioneiros da hospitalidade de luxo na Coreia, mas evita transformar essa história em cenário nostálgico. A proposta é fazer o passado avançar.

Os interiores assinados pelo estúdio monegasco Humbert & Poyet trabalham geometrias de inspiração art déco, metais, mármores, superfícies brilhantes e uma paleta que alterna marfim, verde, azul profundo e tons dourados. O resultado tem glamour, mas conserva uma precisão muito coreana. Nos quartos e suítes, as janelas transformam Gangnam em parte da decoração.
Mais de 400 obras atravessam os ambientes do hotel e reforçam a ideia de que a estadia também pode ser uma experiência de arte e design. Restaurantes, lounges e salões seguem a mesma linguagem: não tentam reproduzir um palácio antigo; constroem um palácio possível para a Seul contemporânea.

SIGNIEL, O LUXO EM ESCALA VERTICAL
No SIGNIEL Seoul, a primeira impressão vem da altura. O hotel ocupa os andares 76 a 101 da Lotte World Tower, às margens do lago Seokchon. Mesmo o quarto mais baixo já começa onde quase todos os outros edifícios da cidade terminaram. A paisagem se abre em todas as direções, alcançando o rio Han, as montanhas e a extensão quase infinita da metrópole.

São 235 quartos e suítes desenhados para que a vista seja protagonista. As linhas são serenas, os materiais discretos e os detalhes coreanos aparecem com leveza, sem competir com a cidade do lado de fora. O serviço de mordomo, o lounge reservado aos hóspedes e a estrutura de spa transformam a verticalidade em sensação de isolamento e calma.
A experiência resume uma face essencial de Seul: uma cidade que cresce para cima sem perder de vista sua geografia. Do alto, avenidas, rios, conjuntos residenciais e montanhas deixam de parecer fragmentos e passam a formar um único desenho.
FOUR SEASONS, ENTRE O PALÁCIO E A CIDADE
Inaugurado em 2015, o Four Seasons Hotel Seoul não é o endereço mais recente desta seleção, mas continua sendo uma de suas referências. A localização em Gwanghwamun coloca o hotel diante da parte mais histórica da capital, a poucos passos do Palácio Gyeongbokgung, da praça e dos bairros tradicionais de Jongno.

São 317 quartos e suítes, muitos deles com janelas do chão ao teto e vistas que aproximam os telhados do palácio da arquitetura vertical do centro. Mármore, madeira, tecidos neutros e obras de arte criam interiores elegantes sem apagar o destino. A cidade permanece presente mesmo quando o hóspede fecha a porta.
O spa urbano, a piscina e os restaurantes e bares ampliam essa ideia de refúgio central. A força do Four Seasons está justamente no equilíbrio: permite começar o dia caminhando por palácios e encerrar a noite em um dos bares mais sofisticados da cidade, sem abandonar o mesmo eixo de Seul.

SOFITEL, UM OLHAR FRANCÊS SOBRE O LAGO SEOKCHON
Também inaugurado em 2021, o Sofitel Ambassador Seoul reúne hotel e residências diante do lago Seokchon, em Jamsil. A torre possui 403 quartos e suítes de hotel e 160 residências, combinando proporções generosas, interiores claros e janelas voltadas para a água ou para o skyline.

A arquitetura interna cruza molduras, boiseries e referências parisienses com materiais, objetos e gestos da hospitalidade coreana. Não se trata de transportar Paris para Seul, mas de criar uma conversa entre as duas culturas. O Club Millésime, os restaurantes e o bar Latitude32 prolongam essa atmosfera ao longo do dia.

A piscina coberta, marcada por reflexos e linhas geométricas, e os terraços diante do lago oferecem um contraponto à intensidade de Jamsil. Do lado de fora estão a Lotte World Tower, as avenidas e o entretenimento; dentro, a experiência aposta em luz, água e pausa.

QUATRO HOTÉIS, QUATRO FORMAS DE LER SEUL
Josun Palace fala de herança; SIGNIEL, de ambição vertical; Four Seasons, do encontro entre história e vida urbana; Sofitel, de intercâmbio cultural. Juntos, eles mostram que o novo luxo coreano não depende apenas de excesso, tamanho ou tecnologia. Ele se apoia na capacidade de transformar a própria cidade em parte da estadia.
A série continua no segundo capítulo à mesa, com uma única experiência de alta gastronomia e uma seleção de endereços tradicionais, mercados e sabores que fazem parte do cotidiano de Seul. No terceiro, a Diverso percorre parques, arquitetura, arte e atrações da capital. A rota de cafés ficará para um capítulo futuro, depois da curadoria de Ana Elisa.
Série A Diverso em Seul — capítulo 1 de 3 Próximo capítulo: Seul à mesa — das três estrelas à comida que alimenta a cidade.
Fotos: Josun Palace, SIGNIEL Seoul, Four Seasons Hotel Seoul e Sofitel Ambassador Seoul/Divulgação.
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