
Alex Cunha
De Tom Ford a Lacoste, passando por Bottega Veneta, Giorgio Armani, Cartier, John Galliano e Dolce & Gabbana, essas são apenas algumas das marcas para as quais o mineiro Alexandre Cunha, o Alex, já estrelou grandes campanhas.
De Tom Ford a Lacoste, passando por Bottega Veneta, Giorgio Armani, Cartier, John Galliano e Dolce & Gabbana, essas são apenas algumas das marcas para as quais o mineiro Alexandre Cunha, o Alex, já estrelou grandes campanhas. Pela longevidade nas passarelas e tendo em vista os contratos recorrentes com grifes de renome mundial, muitas vezes o modelo chega a ser comparado com a übermodel Gisele Bündchen. Algo inimaginável para o adolescente de 17 anos que foi abordado, por duas vezes, em momentos diferentes, no ônibus em que voltava da escola para casa, por duas modelos que o convidaram para um teste em uma agência de Belo Horizonte. O primeiro convite, ele recusou. No segundo, foi ver no que dava. E olha no que deu… Hoje, aos 34 anos, ele é um dos modelos masculinos mais requisitados do mundo fashion.
Quantos anos você tem de carreira? Quais campanhas (e para quais marcas) você considera suas maiores conquistas profissionais?
Comecei em 2004, quando fiz minhas primeiras fotos, estava no segundo ano do ensino médio. Desde então, diria que as minhas maiores conquistas profissionais foram os grandes clientes para os quais trabalhei, com os quais eu fiz mais de uma campanha. Me marcaram, também, uma campanha de perfume feminino que fiz para a Valentino e uma campanha mundial para a marca Vichy de cosméticos.
É verdade que você foi descoberto dentro de um ônibus em Belo Horizonte? Como foi esse encontro e o convite para ser modelo?
Eu voltava da escola em um ônibus, se eu não me engano era da linha 2151. Ele saía do Sebrae e ia até minha casa, e no caminho passava em frente a uma agência de modelos, que até então eu não conhecia. Um dia, uma menina que já era modelo me abordou no ônibus e me convidou: “Vai lá!”, ela falou, “o dono da agência vai gostar de você!”. Eu fiquei com aquilo na cabeça, mas não fui. Depois de uns dois meses, nesse mesmo ônibus, aconteceu exatamente a mesma coisa. Outra menina, que também era modelo, disse: “Vá a essa agência, que o dono vai gostar de você!”. Nessa segunda vez, eu fiquei pensando: “Estranho, essas duas oportunidades, no mesmo lugar, da mesma forma…”. Então, eu decidi ir até a agência. Fui com minha irmã, que me incentivou e foi junto comigo nessa primeira vez. Assim eu comecei.
E como foi o início? Ouviu muitos “não”? Já pensou em desistir?
No início, foi muito difícil, principalmente pela distância da família. Eu era muito novo, tinha apenas 19 anos na primeira vez em que viajei a trabalho, e logo fui pra Milão, Paris, Londres e Nova Iorque, fiz todo esse trajeto. Morava praticamente dentro da mala, tinha apenas um skate e um violão embaixo do braço e uma mala. Ficava dois meses em cada lugar… dois meses aqui, dois meses ali… No começo, eu vinha pra Belo Horizonte e falava pra minha mãe que não queria mais voltar pra vida de modelo, que estava cansado daquilo. Os primeiros seis meses não foram fáceis, só que, como tudo na vida, as dificuldades nos fazem crescer e nos fazem mais fortes, e as oportunidades continuaram surgindo e eu nunca desisti, graças a Deus as coisas deram certo! Pensei em desistir várias vezes, porque o começo é muito difícil. Você não faz o dinheiro que pensava que iria fazer, as coisas demoram sempre um tempo maior do que imaginou… Mas, se você acredita e se dedica, como tudo na vida, uma hora você colhe.
Fale dessas dificuldades. Pra você, o que é mais difícil nessa carreira?

Acho que a maior dificuldade é a de lidar com a própria mente, no sentido de que você é o seu produto, e que é praticamente um produto. Esse entendimento, essa separação entre o que você é e a imagem que você vende, acho que é o mais difícil. É preciso estar sempre bem psicologicamente, fisicamente, é um meio em que, obviamente, se é muito julgado. As pessoas idealizam ou fazem de você uma idealização e você se sente obrigado a seguir de certa forma. Acho que lidar com isso é o mais difícil, manter sua cabeça e seu físico bons, é uma pressão que não é tão fácil e não são todos que conseguem. Tem também a distância da família e dos amigos, é uma pressão grande na nossa profissão.
E o que é mais recompensador nessa profissão? O que enche você de orgulho?
Pra mim, o que mais compensa são os lugares que a gente tem a chance de conhecer. De repente, me vejo fotografando em um lugar ao qual eu nunca iria, mesmo como turista. Então, as viagens e os lugares são o mais gratificante. Além, certamente, da oportunidade de conhecer diversas culturas de dentro, porque a gente acaba, muitas vezes, morando nos países em que vai trabalhar. Eu já morei em Tóquio, nos Estados Unidos, na Itália, na França, na Inglaterra… a oportunidade de conhecer a fundo essas culturas e aprender a falar as línguas, como no meu caso, que falo cinco idiomas, eu aprendi graças à profissão.
Como é ser comparado à Gisele Bündchen? O que você sentiu quando ouviu isso pela primeira vez?
Primeiramente, eu fico feliz de haver esse reconhecimento. Acho que se deve ao fato de trabalhar com bons clientes e marcas top e uma constância de bons trabalhos durante tanto tempo, tendo uma carreira longa. Penso que vem daí a comparação, e não certamente do que ela imprime e do que ela influencia pro mundo.
Acho que isso é bem diferente, pois ela tem um papel muito maior do que o meu, sem dúvida alguma.
Como um dos modelos mais respeitados do Brasil, que conselho você daria para quem sonha em seguir essa carreira?
Meu maior conselho é que, antes de tudo, tenha paciência, dedicação e profissionalismo. Porque uma carreira que se constrói e que dura é baseada sempre nesses pilares de paciência, um certo talento pra isso, e acreditar que as coisas podem acontecer.

Se não fosse modelo, que carreira você teria vontade de seguir? Voltaria à faculdade de economia?
Com certeza! Eu fazia economia no IBMEC, era uma faculdade incrível. A vida de modelo, com as oportunidades que me deu de viajar, trabalhar e conquistar minha independência financeira mais jovem, me atraiu para que eu deixasse a faculdade. Mas eu gostava muito e tenho certeza de que, se não tivesse seguido esse caminho, teria terminado a faculdade e estaria trabalhando em algo no ramo de business, talvez até com meu pai, que é contador e tem um escritório nessa área.
O que você faz para manter a aparência e a mente em perfeita harmonia? Tem algum segredo?
Acho que o segredo é se apoiar na família, nos amigos de verdade, manter as relações sociais bem próximas e de qualidade. Isso é a única coisa que realmente ajuda o seu equilíbrio emocional durante tanto tempo. O equilíbrio físico é uma consequência do emocional. Então, manter as pessoas que eu amo perto de mim e estar próximo a elas é o meu maior segredo, sem dúvida, para manter esse equilíbrio tanto emocional quanto físico.
Quais são seus planos para o futuro? Tem vontade de trabalhar com alguma marca com que ainda não trabalhou?
Tenho planos de continuar trabalhando como modelo, sinto que ainda tem um mercado que eu posso explorar. Penso também em, futuramente, estudar teatro. Também tenho vontade de fazer uma campanha de perfume masculino que tenha a ver com minhas características. Se um dia isso acontecer, será um grande prazer!
UM LIVRO O Poder da Mente Subconsciente, Joseph Murphy UM LUGAR Paris UM PRATO Magret de pato UMA BEBIDA Negroni UMA MARCA Giorgio Armani UM PERFUME Le Labo UM ACESSÓRIO Alforja UMA COR Azul SIGNO Gêmeos
UMA MANIA Mexer no cabelo SONHO DE CONSUMO Uma casa no Joá NÃO VIVE SEM Vans SUA MELHOR QUALIDADE Ser solícito DEFEITO Ser muito solícito O QUE MAIS ADMIRA NOS OUTROS? Humildade O QUE MAIS ABOMINA NOS OUTROS? Falta de educação FELICIDADE É… Viver! LEMA DE VIDA A vida é o meu presente


